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Nuvem de Governo
Serpro amplia domínio técnico e visão estratégica em missão à China

Com foco no fortalecimento da soberania digital brasileira e na consolidação dos projetos da Nuvem de Governo, o Serpro realizou uma missão estratégica à China no mês de março. A agenda envolveu compromissos institucionais e técnicos que aprofundaram o conhecimento sobre as tecnologias Huawei, uma das fornecedoras das stacks adquiridas pela empresa, componente fundamental da arquitetura de nuvem soberana do Serpro.
Resultado prático e imediato
“A missão à China marca mais um capítulo da nossa jornada tecnológica rumo a uma infraestrutura capaz de suportar as demandas do Estado brasileiro. Sabemos do nosso desafio em prover uma infraestrutura soberana ao País, e estar ao lado dos técnicos que desenvolveram parte da tecnologia que adquirimos acelera nosso domínio e amplia as possibilidades de uso”, avalia o presidente do Serpro, Alexandre Amorim.
De acordo com ele, a missão viabilizou uma troca direta entre grandes especialistas de tecnologia: os técnicos do Serpro e os da Huawei. “Já estamos avaliando a aplicação prática das informações obtidas na China. Essa troca fortalece nossa autonomia técnica e reforça o papel do Serpro como referência em tecnologia pública”, reforçou o superintendente de Centros de Dados, Eduardo Salinas.
Imersão técnica: da estratégia ao bit
A equipe do Serpro foi recebida por especialistas que participaram diretamente do desenvolvimento das soluções utilizadas pela empresa. Foram conduzidas reuniões temáticas com os responsáveis pelas tecnologias de banco de dados, virtualização, disaster recovery, automação de máquinas e painéis de monitoramento. A estrutura técnica da Huawei foi mobilizada para promover uma imersão aprofundada, viabilizando um intercâmbio qualificado com os maiores nomes da empresa em cada área.
“Foi uma oportunidade única de entender, com profundidade, todas as funcionalidades e o potencial de expansão da stack que já utilizamos no Serpro. Muitas capacidades estavam disponíveis e ainda não exploradas. Saímos com um novo mapa de possibilidades técnicas e estratégicas para nossos data centers”, destacou Salinas.
A Huawei também apresentou o case do Banco da China, que migrou completamente seu ambiente de mainframe para a stack da empresa, atualmente responsável por processar dados de mais de 800 milhões de clientes. Em contrapartida, o Serpro apresentou seu ambiente de mainframe e o Estaleiro, espaço dedicado ao desenvolvimento ágil de soluções, que chamaram a atenção dos especialistas chineses pela complexidade e nível de maturidade técnica.
“Foram dias intensos de troca de experiências, em que tivemos a oportunidade de apresentar a robustez do nosso ambiente e discutir diretamente com os desenvolvedores da stack soluções sob medida para os desafios do Serpro. Voltamos com alternativas concretas para ampliar automação, escalar nossos serviços e modernizar nossos ativos tecnológicos com mais soberania e eficiência”, afirmou Sandro Ninin, gerente da Plataforma Alta do Serpro. Santiago Casado, gerente do Estaleiro, destacou como a missão abriu novas perspectivas para o ciclo de desenvolvimento ágil da empresa. “Apresentar o Estaleiro à equipe da Huawei foi uma oportunidade única de mostrar como desenvolvemos soluções digitais de forma integrada e voltada à realidade do Estado. A missão nos permitiu identificar possibilidades reais de aplicar recursos da stack diretamente no nosso processo de desenvolvimento, ganhando agilidade, qualidade e eficiência”, conta.
Aproximação institucional e inovação internacional
Em paralelo à imersão técnica, o presidente Alexandre Amorim cumpriu agendas estratégicas na Casa Brasil China, hub de negócios mantido pela ApexBrasil em Xangai. A estrutura funciona como ponte entre o Brasil e o ecossistema de negócios asiático, promovendo articulação institucional e acesso a redes internacionais de inovação.
“A ApexBrasil cumpre um papel essencial na inserção do Brasil no cenário internacional. A Casa Brasil, em Xangai, é uma iniciativa estratégica que fortalece nossa presença em um dos mercados mais relevantes do mundo. A China é um polo de inovação e um parceiro comercial de peso — manter canais ativos de diálogo nesse ambiente é fundamental para atrair investimentos e ampliar a presença de soluções brasileiras em cadeias globais de valor”, analisa Amorim.
A empresa também visitou centros de inovação tecnológica chineses, referência mundial em soluções aplicadas, inteligência artificial e cidades inteligentes. Os encontros ampliaram a visão institucional do Serpro sobre tendências globais e abriram caminhos para futuras parcerias técnicas e institucionais.
Soberania assegurada
A Nuvem de Governo, ou nuvem soberana, garante que dados governamentais sejam armazenados e processados no Brasil, protegendo a soberania digital do país. A iniciativa assegura segurança, conformidade com a LGPD e controle estatal sobre informações sensíveis. Embora utilize equipamentos de empresas como AWS, Google e Huawei, a operação e a gestão são 100% nacionais, dentro do centro de dados do Serpro. Com investimentos de R$ 700 milhões previstos, a Nuvem de Governo moderniza a administração pública e fortalece a independência tecnológica do Brasil.