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Outubro Rosa: todos na luta contra o câncer de mama

por Comunicação Institucional do Serpro - Brasília — 29 de setembro de 2017
Movimento internacional é celebrado anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença

O câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados dos anos 80 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. O controle do câncer de mama é hoje uma prioridade da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, lançado pelo Ministério da Saúde, em 2011.

Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, ação internacional para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) participa do movimento desde 2010, promovendo eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença. No Brasil, o número de mortes causadas pela doença continua alto, muito provavelmente porque ela só é diagnosticada tardiamente.

Outubro Rosa

A iluminação rosa é entendida em todo o mundo como a união pela saúde feminina. O rosa simboliza um alerta às mulheres para que façam o autoexame e, a partir dos 50 anos, a mamografia, diminuindo os riscos que aparecem nesta faixa etária.

Segundo o Inca, o câncer da mama é o tipo que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Por isso, é necessário o acompanhamento constante com exame clínico anual das mamas como estratégia recomendada para controle e detecção precoce da doença. Os homens precisam saber que o câncer de mama não é restrito apenas às mulheres, qualquer alteração nas mamas, devem ser observadas imediatamente por médico para poder realizar o diagnóstico.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros são mais lentos. Essa doença responde por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano. No Brasil, são quase 60 mil novos casos por ano, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Existe tratamento para a maioria desses casos e o ministério oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS. Mas prevenir a aparição e frear o desenvolvimento da doença são alternativas possíveis desde que haja informação disseminada na sociedade.

Detecção precoce

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres, de 50 a 69 anos, façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas. A mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

* Com informações do Inca e Ministério da Saúde

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