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Cidadão é foco em debate sobre governo digital

por Comunicação Empresarial do Serpro — 02 de dezembro de 2016
Seminário realizado pelo Serpro reuniu governo e indústria de TI em Brasília

Evento foi realizado na Sede do Serpro, em Brasília

"Nosso foco é buscar a eficiência do Estado e melhores serviços para atender às necessidades do cidadão". Com essas palavras, a diretora-presidente do Serpro, Glória Guimarães, abriu o 1º "Seminário Governo Digital e o Setor de Tecnologia da Informação e Comunicação". O evento, realizado nesta última quinta-feira, dia 1º, em Brasília, é promovido em parceria com a Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de TIC) e reuniu governo e indústria de TI para debater as transformações digitais do Estado Brasileiro e seus impactos na gestão pública.

Evento foi realizado na Sede do Serpro, em BrasíliaEm seu discurso, Glória Guimarães enfatizou a importância do seminário para construir soluções mais ágeis, acessíveis e úteis para o cidadão. "Esse evento é uma proposta inovadora e uma oportunidade para discutir, em todos os níveis, questões relevantes sobre governo digital, com foco no cidadão. A tecnologia, com soluções de segurança, serviços em nuvem e big data, é o instrumento que vai possibilitar oferecer melhores produtos e serviços ao cidadão e à gestão do Estado. Mas esse governo digital só é construído em conjunto com os órgãos de controle, com a indústria de TI e as instituições que definem as políticas e diretrizes da área. É um trabalho em parceria, uma realização coletiva. E o protagonista é o Brasil, é o povo brasileiro", ressaltou Glória.

A eficiência na parceria propositiva e colaborativa entre o público e o privado também foi destaque no pronunciamento do presidente-executivo da Brasscom, Sérgio Paulo Gallindo, que também integrou a mesa de abertura do evento. "A colaboração e a parceria entre os agentes privados e o Estado brasileiro é que vão, de fato, gerar e potencializar essa grande riqueza que ainda temos para descobrir com a aplicação dessas novas tendências tecnológicas. A parceria entre o poder público e a iniciativa privada faz romper barreiras e traz uma inovação efetivamente importante para a vida de todos, evoluindo toda a sociedade", afirmou Gallindo.

Na pauta

Durante o evento, foram apresentados três painéis sobre temas estratégicos, norteados por tendências tecnológicas, tais como inteligência artificial, big data, dados de governo, computação cognitiva, marcos legais estruturantes e modelos de contratação de software.

Uma dessas apresentações foi realizada pelo secretário de Fiscalização de Tecnologia da Informação do Tribunal de Contas da União, Márcio Braz, que abordou os principais marcos legais e defendeu a diferença entre governo eletrônico e digital. "O conceito de governo eletrônico está relacionado à disponibilização de serviços públicos no mundo virtual. Já o governo digital é a modernização da administração pública e da forma como os serviços de governo são entregues, oferecendo serviços com o que realmente agrega valor ao cidadão. Simplificando e desburocratizando a administração e o serviço para o cidadão", disse.

O secretário-adjunto da Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Wagney de Godoy, também foi um dos palestrantes do evento. Em sua explanação, Wagney citou o Decreto Nº 8638, de janeiro deste ano, que institui a Política de Governança Digital no âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública federal. De acordo com ele, a norma permitiu alcançar com maior eficiência os objetivos da governança digital. "Cabe muito ao Planejamento retomar essa orquestração da governança digital. É o que se propõe com a publicação da norma da governança digital a partir de janeiro. Neste sentido, começamos a ficar mais próximos do objetivo do governo digital", analisou.

Números de TI

De acordo com dados da Brasscom de 2015, o Brasil é o 10º maior mercado de TIC do mundo e emprega cerca de 1,3 milhão pessoas. A TI é um setor que gera em torno de R$ 446,1 bilhões e foi responsável por 7,6% do PIB, em 2015. No ano passado, o setor apresentou um crescimento nominal de 9,3%.

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